18 de jul de 2009


A coisa que mais odeio é quando estou pela rua e tenho aquela idéia perfeita para um post. Às vezes é algo por que passo, às vezes é uma idéia que surge do nada, às vezes é um trecho de conversa que escuto, mas não importa o que seja, mesmo que eu repita a idéia essencial como uma cantiga em minha cabeça, inevitavelmente eu a esqueço ao cruzar a porta de casa. Algumas vezes consigo recuperar aquela idéia relembrando meu caminho, mas geralmente eu simplesmente deixo para lá. Odeio perder uma boa idéia, mas aprendi que elas vêm e vão e não adiantar persegui-las porque depois que desaparecem viram fantasmas dos quais somente ouço o ranger das correntes. São tantas coisas que podem se transformar em palavras que não temo ficar sem tema, mas não me envergonho de dizer que lamento a perda com mais tristeza do que poderiam imaginar. Acho que este é um adeus à estas idéias perdidas no caminho, é um agradecimento por me fazerem ciente de que podem aparecer em qualquer lugar, a qualquer momento, durante a mais prosaica das tarefas.
Acho que vou comprar um mini gravador.
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3 comentários:

Eu... disse...

Logo na primeira linha, concordei com você já deduzindo com o que você iria falar neste post. Sabe o que fiz... tenho muita dessas ideias mas logo esqueço pois não anotava elas... carrego agora um bloco e uma caneta sempre na minha mochila para onde vou. Se me veio alguma ideia logo começo a escrever. É imperdoável isso, e nos sentimos muito revoltados "mesmo que por alguns momentos" quando isso acontece, não é verdade.
Abraços

Eu... disse...

Andrea...
Trata-se de apenas um conto sim, claro que com ajuda de um pouco de tristeza e incerteza que todos possuimos, bastando-nos apenas resgatar, ajudou a escrevê-lo. Quanto ao conto; estou acompanhando com toda certeza.
Boa noite

maria guimarães sampaio disse...

Oxente, gente... eu continuo por aqui. Lendo e gostando. As vezes coincide todo mundo colocar post novo, eu vou na correria.
Beijos de Maria