21 de ago de 2010

Night


Tantas janelas… São mais do que posso contar sem me perder em historias de vidas que desconheço. A musica das ruas ainda é forte, carros indo e vindo com propósitos desconhecidos, mas imagináveis, afinal é sábado, dia em que todos se sentem obrigados a achar diversão mesmo que isso os ponha com os nervos a flor da pele. Mas ainda é cedo e as janelas estão todas acesas, sombras vagueiam por trás das cortinas, cheiro de sanduíche no tostex, pipoca com o som do filme das nove, risadas em grupo antes da balada. E eu espero. Espero pela madrugada quando posso ouvir no vento o som da folha sendo carregada para longe de sua arvore, onde posso sentir o ar ficando mais puro, os sons abafados pela mortalha da madrugada. Espero pelo momento em que as janelas se tornam retângulos negros e somente uma em cada cem se ilumine com a tela de uma TV ou um abajur suave que ilumina as paginas de um livro. Espero pelo momento onde é mais fácil de imaginar um mundo onde deseje viver, onde por trás das janelas existam pessoas com anseios iguais aos meus e que desejem algo alem do obvio. A noite é a cobertura perfeita para os sonhos, tudo parece possível e o impossível é quase palpável. E espero. Espero o momento que as estrelas sussurrem meu nome e a lua brilhe com mais intensidade deixando um rastro no céu que, como um espelho, reflete a cidade em que desejo morar. Espero.
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2 comentários:

CLICK disse...

Dekinha, fique na net, faça como eu.Visite os amigos. Bjs !!!!

Ricardo Mann disse...

Pô a sua inspiração não acaba nunca! Que texto maravilhoso. Já vou olhar pela janela daqui de casa com outros olhos.