5 de nov de 2010


Foi o cheiro da chuva no asfalto que me levou à janela. Não foi o vento, nem mesmo os relâmpagos que amo, nem minha alma agitada que parece não caber em meu peito. Foi o cheio a chuva no asfalto. Não é tão bom quanto a terra recém molhada, mas é quase tão bom. É o fim perfeito para o dia imperfeito. Abro a janela e respiro os pingos ainda gentis até que me vejo coberta por essa fina camada de chuva que refresca minha pele e acalma minha mente que ameaçava uma insônia rancorosa. O vento se apressa, sabe lá onde vai, parece correr dando voltas, jogando o que vê pelo caminho para o ar. As gotas agora são grávidas, pesadas e brincalhonas. Batem no vidro tentando acordar quem esteja dormindo, perseguem os que andam pelas ruas com suas risadas de fadas madrinhas e pipocam pela rua ainda quente pelo dia de sol fazendo com que suba até mim o cheiro da chuva no asfalto. Posso dormir agora, o que me incomodava foi lavado de mim, varrido pelo vento e jogado em algum canto do mundo onde não mais me perturba. Só o que resta são as noticias boas, os planos para o futuro e uma ansiedade sadia que nada tem a ver com preocupação, mas sim com antecipação. E tudo porque senti o cheiro da chuva n asfalto. Somente pelo cheiro da chuva no asfalto.

3 comentários:

Tina disse...

Oie Cuca!
Lembra de mim?
Resolvi voltar com o blog... Ainda engatinhando. Nossa acho que já não sei mais escrever...
Passando por aqui pra deixar um beijo e te ler um pouquinho.
Beijocas!

Maria Fabiana disse...

oi adorei seu blog e estou te seguindo
deixei uns selos pra vc la no meu blog então se quiser entra la e da uma olhadinha se gostar me segue
bjs
http://wwwparedescolloridas.blogspot.com

lin disse...

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